....... ...... ...... ..... As Boas vindas a todos os bichos do P@nt@no ....... ...... ...... .....
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15/10/2014

Invisivel

A luz é ténue e fria, o som do vento faz lembrar o uivo de uma alcateia, este frio que se faz sentir dá vontade de aconchegar a gola do casaco na busca de conservar a temperatura corporal. As folhas agora de cores variadas numa mistura que vai do vermelho, amarelo e morre num castanho-escuro e enrugado, esse enrugado que parece a sua alma torturada ao longo estes últimos anos, num percurso nem sempre fácil mas cravado de acontecimentos que o mudaram ate se tornar no que hoje vagueia nessas ruas.
Invisível aos olhares e inexistente ao pensamento ou sentimento vagueias em busca de um pouco de conforto e calor, algo que já há muito esqueceste o que era, o conforto do tecto ou o calor dos braços e das palavras, agora tão distantes como uma história narrada num livro qualquer.
Essa falta inexplicável que te impele.... Que te obriga a abrir os olhos e caminhar será o teu tormento, o teu objetivo, o teu sonho, impedindo que te deixes vencer pela cruel verdade, e quando esta chegar ao teu corpo e à tua mente, irá te atirar de volta ao útero que te protegeu durante a tua primeira existência, diante do teu túmulo e te contrais com os joelhos no peito e o corpo de lado deitado, inspiras pela ultima vez o o noturno ar e sentes esse solo gelado, onde o teu corpo repousa.......
Abraças a verdade e percorres o teu último trajeto com o alívio de saber que agora tudo acaba e nada mais te pode tocar. Finalmente pode descansar e ser um só com o nada.

18/01/2014

Grito que ninguém ouve ....

O arame farpado que à volta da minha garganta se enrola, não me permite respirar o ar que me rodeia…. Não me importo, não quero saber, não me dói, não sinto nada. Quando deixamos de existir, nada mais nos pode afetar! O que destrói e nada resta, deixa de nos importunar e o vazio toma conto do involucro que fica no lugar do que antes existia.
Luto todos os segundos da minha ténue existência para silenciar as palavras que tão teimosamente persisto em escrever, censuro todos os meus pensamentos, sem saber se o que faço está correto!

 A minha existência ,pode se  resumir ao viver cada segundo como um caminhar sobre aguçados espinhos a penetrar na minha carne.Num grito mudo, que ninguém consegue ouvir, liberto a minha dor e a minha alma…… para não mais me encontrar.

]:)
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