O arame farpado que à volta da minha garganta se enrola, não
me permite respirar o ar que me rodeia…. Não me importo, não quero saber, não me
dói, não sinto nada. Quando deixamos de existir, nada mais nos pode afetar! O que
destrói e nada resta, deixa de nos importunar e o vazio toma conto do involucro
que fica no lugar do que antes existia.
Luto todos os segundos da minha ténue existência para silenciar as palavras que tão teimosamente persisto em escrever, censuro todos
os meus pensamentos, sem saber se o que faço está correto!
A minha existência ,pode se resumir ao viver cada segundo como um caminhar sobre aguçados espinhos a
penetrar na minha carne.Num grito mudo, que ninguém consegue ouvir, liberto a
minha dor e a minha alma…… para não mais me encontrar.
]:)
